CONSULADO DO SAMBA

UM BLOCO MUITAS VEZES CAMPEÃO

No final dos anos 76 cariocas e gaúchos funcionários da ELETROSUL transferidos para FLORIANÓPOLIS, após mudança da sede da Empresa do Rio de Janeiro para essa Cidade, reuniam-se nos finais de semana com alguns instrumentos de percussão mantendo suas fortes ligações com o carnaval das Escolas de Samba do RJ.

Essa roda de Samba  acontecia  na residência de NIVALDO JOÃO DOS SANTOS onde com outros amigos surgiu a ideia da criação do BLOBO CARNAVALESCO  CONSULADO DO SAMBA.

O primeiro desfile do Bloco foi no carnaval de 1977

O BLOCO  CONSULADO DO SAMBA,  desfilou com um primeiro carro alegórico em 1981, tipo tripé. Era um grande dedo, sustentando um padeiro. A partir desse ano, todos os anos o BLOCO trazia carros alegóricos.

Em 1982, o enredo  foi Samba, Futebol e Cerveja. Era ano de copa do mundo que motivou o enredo.

Em 1986 o BLOCO  transformou-se em GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA CONSULADO.

Datas confirmadas com o amigo e um dos fundadores da Escola, ANTONIO MATOS.

Com a colaboração de LUIZ FALCÃO, um dos autores do Samba enredo, aqui segue registros do desfile do  Carnaval de 1982

CURTI AÍ!

A ARTE SALVA E AS LIVES TAMBÉM!

Em plena pandemia do corona vírus muitos foram os momentos de medo, insegurança, angustia e solidão que me aterrorizavam pelo distanciamento de  tantas pessoas amadas.

A ARTE SALVA! Tema muito bem exposto e  discutido ao longo de debates e reflexões.

Utilizei todo meu potencial criativo e conhecimentos artísticos para driblar a depressão que por várias vezes batia na porta e tentava entrar.

As LIVES do meu neto PEDRO ( 7anos) foram as mais importantes pra manutenção da minha saúde mental e física com  muitas brincadeiras, batalhas e confecção de vários personagens com material de sucatas.

As LIVES das Escolas de Samba também me mantiveram no ritmo da Vida em especial as LIVES do RAPHAEL SOARES, amigo e  Carnavalesco da minha ESCOLA GRES CONSULADO.

Eu me preparava pra participar, vestia a fantasia, me maquiava e comemorava com muita alegria,  a música, a dança e o encontro com os bons amigos.

Nietzsche, filósofo e poeta prussiano já dizia que: “Temos a arte para não morrer ou enlouquecer perante a verdade. Somente a arte pode transfigurar a desordem do mundo em beleza e fazer aceitável tudo aquilo que há de problemático e terrível na vida” (2008).

VALEU PEDRO!

VALEU RAPHA!

VALEU CONSULADO!

CHEGUEI CHEGANDO!

Ao ser apresentada aos Diretores do GRES CONSULADO o maior interesse da conversa era minha trajetória como integrante do Salgueiro e minha amizade com JOÃOSINHO TRINTA. Rapidamente elencada ao meu trabalho como Arte Educadora minha experiência no trabalho com Projetos Sociais nas Escolas de Samba Beija Flor e Acadêmicos de Santa Cruz no RJ.

Assim iniciei minha proposta de um Projeto Social  no GRES CONSULADO que pretendia abraçar uma comunidade, o CAEIRA do Saco dos Limões, com ações Sócio Educativas.

Planejei e apresentei uma proposta de Arte-Educação baseada na ancestralidade musical do Samba com oficinas de dança Afro, Percussão, e interpretação artística.

Assim nasce o PROJETO CAEIRA!

Na quadra de esportes descoberta muitas foram as atividade de integração com a comunidade, motivando crianças e jovens para desenvolverem seus talentos e demonstrando ao pais, Associação do Bairro e Grupos Religiosos que uma Escola de Samba é um patrimônio cultural com muitas oportunidade de EDUCAR PARA A VIDA!

“PATRIMÔNIO CULTURAL”

Aqui na aba VOZES DO SAMBA convidados escrevem sobre suas reflexões,  suas constatações, suas pesquisas e contribuições para o engrandecimento do Samba e do Carnaval.

DIZ AÍ MARCELO MACHADO!

Respeitem Meu Pavilhão, pois, Meu nome é Patrimônio Cultural!

Recebi a honrosa missão de escrever, um artigo para o site ‘Velha Guarda Eu Sou’, da amiga Graça Carneiro, para falar da importância das escolas de samba, enquanto um patrimônio cultural brasileiro. Honrosa e difícil missão, pois, quem melhor, pra falar sobre o tema, do que a própria Graça? Salgueirense do coração, por carioca de nascimento e, ‘Consulado’ no peito, por Florianopolitana de tantos renascimentos…! Sim, as histórias dessas duas entidades carnavalescas e, dessas duas cidades litorâneas estarão, por muitas vezes entrelaçada, nos artigos que minha amiga pretende compartilhar conosco, a partir desse seu mais novo empreendimento cultural, que já nasce sob o manto, de uma afirmativa bandeira e, de uma assumida identidade: “Velha Guarda, Eu sou!”. Mas sobre todo o acervo cultural, que essa arte educadora ‘Catarioca’ – Híbrido de Catarinense com Carioca, como ela mesma diz nos legou, nessa intersecção Salgueiro/Consulado e, no cruzamento Rio/Floripa, vamos deixá-la dizer-nos, nas páginas desse Site, que pisa forte, nessa ‘avenida’ virtual, da cibe cultura.

O desafio de dizer algo sobre um tema, que nos é muito internalizado, como o carnaval, também é saboroso, por levar-nos á revisitar conceitos, traçar paralelos e, nesse percurso perceber, como as relações Escolas de Samba  com a cultura brasileira são intrínsecas as próprias questões, daquilo que se entende contemporaneamente por Patrimônio cultural, algo que se transformou ao longo do tempo, da mesma forma, que a expressão das Escolas de Samba, ao longo da sua história. E assim, como uma sinopse de enredo, á lá Magalhães, a Rosa, dos enredos históricos com toda pompa e, circunstância, eu me lanço nesse desafio, mas, de largada, já pedindo passagem, afirmo: Ambos, ‘patrimônio cultural’ e ‘Escolas de Samba’, não são conceitos, que surgiram de forma isenta. Eles surgem em meio a conflitos, problemas, disputas!

Setor: A História é o Patrimônio. 

E essa história começa longe. Para ser bem exato, no tempo do Império Romano, quando surgiu o conceito de ‘Patrimônio’: uma coisa monumental, por isso mesmo importante e, que justificava ser preservada e difundida entre a população. Estamos falando, portanto, da compreensão ligada á um grupo das elites. Avança nosso ‘enredo’ e, o marco histórico seguinte está na Revolução Francesa, quando vemos a contestação do poder da monarquia pelo povo. E, outro marco vamos encontrar, no final da Segunda Guerra Mundial, que como sabemos teve como base, a ideologia fascista e nazista calcada em ideais nacionalistas exacerbados, racistas, excludentes e, de perseguições á tudo o que fugisse á essa ideologia da Europa dominante. No final desse grande conflito, um movimento mundial de contestação, pautado por comissões e comitês, passou a criar uma legislação sobre o patrimônio. Mas até então, ‘patrimônio legal’ ainda era tudo aquilo que podia ser transferido para herdeiros e tinha seu valor comercial. Ficava de fora da compreensão de patrimônio cultural, aquilo que só possuía valor ‘Emocional’ e, cuja importância é repassada de geração á geração. Eis que surgem, a ONU e, a UNESCO. Inicia-se uma discussão, em torno da questão patrimonial, que se amplia, na época, para aqueles, até então, ditos ‘países do 3° mundo’. Países pobres, colonizados, de populações não letradas, como os indígenas e, “ex-escravos” com seus acervos culturais de manifestações, na oralidade, nas danças, nas festas e, outras formas de expressão. Porém, sempre vistos, pela elite intelectual como algo ‘puro’, que deveriam ser congelado no tempo. O grande marco mundial, desse nosso ‘enredo’ está mesmo, no México, no ano de 1982 quando, o conceito de Patrimônio Imaterial é incorporado às cartas patrimoniais da ‘UNESCO’. Patrimônio Imaterial, portanto é exatamente aquilo que possui valor ‘Emocional’. “É algo ligado ao espiritual, a festas, a manifestações populares, saberes populares, a histórias que se contam, enfim coisas mais ligadas ao cotidiano, que não são tão singulares, mas que fazem parte da vida de grupos”.

No Brasil é, a partir da constituição de 1988, que temos assegurado o registro de bens da cultura imaterial. Mas como nos confirma Silvia Costeiro – Pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco, de Pernambuco, como esse registro pode ter representação para um grupo e não para outro a palavra de ordem para conceituar patrimônio cultural, no sentido de compreendermos a complexidade desses patrimônios é ‘Diversidade’.

Setor: Carnaval Brasileiro.

Uma das grandes marcas da brasilidade é o carnaval. E ele foi abrasileirando-se através do tempo.  Afirma Maria Isaura P. de Queiroz, que além de ser uma das maiores festas nacionais, o “carnaval assumiu, no país, um caráter verdadeiramente popular e, portando significados educativos, sociológicos e antropológicos relevantes sobre a nossa cultura”.

No Brasil, as concepções de identidade cultural e identidade nacional se confundem justamente por estarem interligadas num patrimônio cultural semelhante, que é a cultura afro-brasileira. Esse fato compõe o nacional, onde se aglutinam todas as coletividades étnicas e, todos os extratos sociais. Os traços de afro brasileiros são portadores de brasilidade. E assim como a compreensão do que seja um ‘Patrimônio cultural’ se transformou ao longo do tempo, até chegar nessa visão, mais abrangente, que preza pela diversidade, a Escolas de Samba é um patrimônio, que nasceu, cresceu e, se transformou, a partir do debate político e da transformação da sociedade brasileira. “Em certo sentido – nos diz a historiadora Monique Augras, o desenvolvimento das escolas de samba, até chegar à atual feição de “maior espetáculo da terra” é pautado por episódios sucessivos de docilidade, resistência, confronto, negociação, pondo em cena diversas modalidades de solução para o conflito entre desejos e necessidades, entre expressão genuína e o atendimento ás exigências dos diversos patrocinadores, sejam eles ligados ao Estado, à indústria turística ou à contravenção”.      

E, se hoje o carnaval é planejado e organizado pelas secretarias de turismo dos estados, e municípios, antes, apenas as classes pobres ganhavam visibilidade, ao se fantasiarem de luxo. ‘Aqui tudo acaba em samba’ ou, ‘somos o país do carnaval’ são algumas das expressões que você já deve ter ouvido e, até repetido. No seu livro “O Brasil do Samba EnredoMonique Augras nos dá a dimensão das transformações do carnaval. “Do lado do povão, saíam às ruas os ‘blocos’ pobremente fantasiados com apetrechos improvisados, os ‘Cordões’, agrupamentos marginalizados e, Ranchos’. Foi na junção dos ‘Ranchos’ – herdeiros, por sua vez dos ternos de reis nordestinos, com os blocos e cordões das ruas do Rio de Janeiro, que se deu aquilo que viria a serem as escolas de samba, do mesmo modo que foi o encontro, nos terreiros de candomblé dos devotos cariocas, com o samba baiano de roda, que se deu origem do samba” No carnaval, só o Brasil tem a sua trilha sonora original para essa festa mundial.

Setor: Respeitem Meu Pavilhão! 

No caminho rumo à respeitabilidade, a alcunha de ‘escola’ ganhou terreno. As brigas violentas, do início do século foram substituídas pelos concursos. Não por acaso, o primeiro concurso entre escolas de samba foi organizado por um jornal desportivo, uma instituição, que teve influência na valorização do futebol brasileiro, outra manifestação de origem europeia, que se abrasileirou suplantando a sua origem. Ainda nos anos 30, os poderes públicos se interessam pelas escolas de samba e, o desfile é absorvido na programação oficial da prefeitura. É desse período, o surgimento do samba combinado com o enredo. “O primeiro regulamento para os desfiles, sob a exclusiva responsabilidade do poder público, foi feito em 1939, no limiar do Estado Novo, não como uma imposição, mas estabelecendo um clima para tal” (Riotur,1991:30).

Do reconhecimento na década de 30, passando à autocensura, na década seguinte, perpassado regulamentos, a obrigatoriedade por temas patrióticos, a proibição do ‘sonho ou, imaginação’, a mudança de quesitos, na forma de julgamento, a conquista do mercado fonográfico pelos Sambas de Enredo em fins dos anos 60, a contratação de equipes de técnicos e artistas plásticos, nos anos 70, até desembocar no formato de desfile, tal como conhecemos hoje, transformado em produto de televisão, projetando para o mundo a cultura brasileira em transmissões via satélites, as Escolas de Samba provaram, que estão longe de identificar-se unicamente com as manifestações folclóricas, que repetem a tradição, congeladas. Como sempre se adequaram rápido, aos novos tempos, não temos dúvidas, em dizer, que sobreviverão, ao ‘novo normal’, de um mundo pós-pandemia. Como bem descreveu a escritora Cristiana Tramonte, em seu livro “O samba Conquista Passagem”, as escolas de samba abarcam um ‘lócus’ educativo, encenado por várias possibilidades educativas, subdivididas em pedagogias: da ação social, da ação política, dos valores éticos e morais, da ação cultural, além é claro, da pedagogia da arte, que promove um mundo de expressões simbólicas, como uma maneira legítima de discursar sobre a realidade, que fica registrada, ao final de qualquer desfile simples ou, suntuoso é, que por ali passa o “resultado de uma vitória das classes populares de origem negras, a qual, através de muita luta e capacidade organizativa logra hegemonizar culturalmente o carnaval, dando-lhe sentimento, artístico, força cultural e, social”. E assim, dizendo de sua importância na transmissão do saber, construindo a identidade de um grupo e principalmente, assimilando a diversidade cultural brasileira e, envolvendo todas as classes sociais, as escolas de samba seguem potencializando o seu valor e clamando: Respeitem o meu pavilhão, pois meu nome é Patrimônio Cultural.

Marcelo Machado

CURRÍCULO

MARCELO MACHADO – Florianópolis – 16/07/1963

Formado em Educação Artística com Habilitação Artes Plásticas/ UDESC-1995 e, Especialização em Linguagem Plástica Contemporânea/UDESC-1999.

Atua com as linguagens da Fotografia; Mídias Eletrônicas; Cultura Popular e, Pesquisa Cultural de Imigração.  Atua como Arte-Educação na rede Estadual de ensino desde 2002 e, como Carnavalesco, desde 1985. Assinala passagens pelas Grandes Sociedades Carnavalescas e, escolas de samba da capital como aderecista e, autor de enredos. Seu último trabalho foi em 2012, ao lado de Fernando Albalustro, como carnavalesco e autor do enredo “Atlantis Insulae: Açoriano é ser do mar”. É Membro fundador da Oficina Crítica de Carnaval criado no carnaval de 2016. ( https://youtu.be/sHpT3nX5aBE)

EU NO GRES CONSULADO

1988  – chegada a FLORIPA pra conhecer a cidade. Aeroporto Hercílio Luz – sem taxi para ir pro Hotel. O time do AVAÍ foi CAMPEÃO ESTADUAL após 12 anos   sem título  ( 1975/1988) a cidade parou. Em 17 de julho de 1988, o Avaí venceu o Blumenau por 2 a 1, perante 32 mil torcedores na Ressacada. Foi o primeiro título do Avaí na Era Ressacada, estádio que foi inaugurado em 15 de novembro de 1983.

CONHECI A CIDADE E ME MUDEI DO RIO DE JANEIRO PRA LAGOA DA CONCEIÇÃO EM FLORIPA

1988 – PARTICIPEI DA FUNDAÇÃO DA ESCOLA COMPRANDO MEU TÍTULO DE SÓCIA FUNDADORA E APRESENTEI UMA PROPOSTA DE PROJETO SOCIAL –

NÃO TEVE DESFILE

1989 –  Sede do GRES Consulado  foi transferida do Pantanal para o Saco dos Limões e tendo sido realizada diversas melhorias na quadra poliesportiva existente no coração do bairro.

INÍCIO DO PROJETO SOCIAL NA QUADRA DO CAEIRA

1990 – Meu primeiro desfile –  PORQUE HOJE É SÁBADO  – Carnavalesco  BEIRÃO

1991, Cinco anos após a fundação, veio o primeiro título com o enredo “Apesar de Tudo”. Carnavalesco BEIRÃO

O bicampeonato foi conquistado no ano 1992 com o enredo “Vôo Noturno” do  BEIRÃO

1992 – Participação na ECO 92 – Com a Escola Mirim   FLOR DO AMANHÃ DE JOÃOSINHO 30

1993 com o enredo “Um Sopro Sul”.  tricampeonato  BEIRÃO

1994   Não teve carnaval

1995  Vice-Campeã          Especial        NAS ONDAS DO RÁDIO

A ESCOLA NÃO DESFILOU EM 1996.

NÃO OCORRERAM DESFILES EM 1997 E 1998.

1999  –          A ROTA DA SEDA   BEIRÃO

2000  -Vice-campeã         TERRA MÃE GENTIL – 500 ANOS. BEIRÃO

2001  -COMPADRE EU VI ERA LUA CHEIA E MARÉ ALTA -Renato Cabral

2002  -Vice-campeã- MÃE MALVINA OS BÚZIOS NÃO MENTEM MEU REI.

2003  Vice-campeã          Especial        É DOMINGO É DIA DE CLÁSSICO TODOS CAMINHOS LEVAM… BEIRÃO

2004  Vice-campeã – UMA ROSA PARA NEIDE MARIA – BEIRÃO

FIQUEI AFASTADA DE 2005 A 2007 – EM BOMBINHAS COORDENANDO O PARQUE AMBIETAL DA FAMÍLIA SHURMAMM E 2 ANOS DE SECRETARIA DE TURISMO. Organizando o Carnaval da Cidade com as Escola de Samba  A FURIOSA E A VILA DO SAPO.

2005 a 2007 – SEGUNDO TRI CAMPEONATO – NÃO PARTICIPEI

RETORMO AO CAEIRA E AO GRES CONSULADO EM 2008 –

Enredo   “TEM GREGO NA CONSELHEIRO”   Carnavalesco RAPHAEL SOARES

2009 – Maravilhos enredo ” MACUNAÍMA”  – RAPHAEL SOARES

2010 –GUERREIRO VERMELHO  – RAPHAEL SOARES

2011 – DANÇA  –  RAPHAEL SOARES

2012 – Um grande aprendizado da Colonização açoriana enredo “AÇORIANO É SER DO MAR”   –  MARCELO MACHADO E FERNANDO ALBALUSTRO

2013   –  NÃO TEVE DESFILE

2014  – ASHANTIS  –  JEAN NASCIMENTO

2015 –VEM DE LÁ DO CENTRO DO MUNDO  – LEY VAZ   ( cruel  6º lugar )

2016 –  CAMPEÃO DO ACESSO  – ENTRE LUTAS E GLORIAS –  LEY VAZ

2018    –  Os SETE REINADOS DO REI JOÃO    –  RAPHAEL SOARES     

2017 – Minha amada Escola voltando ao seu merecido lugar.

Enredo MÔ QUIRIDO… AQUI É MEU LUGAR! –     RAPHAEL SOARES           

2019 -È CAMPEà  – enredo OÙ L’AMOUR SERA ROI “ONDE O AMOR SERÁ REI”      RAPHAEL SOARES           

2020  -Vice-campeã- meu mais emocionante desfile e última aglomeração antes da pandemia . Enredo   LUTE COMO ANTONIETA    –    RAPHAEL SOARES        

ENREDOS E SAMBAS ENREDOS NA ARTE EDUCAÇÃO

MINHA TRAJETÓRIA DE ARTE EDUCAÇÃO NO GRES CONSULADO

A riqueza de um enredo contando uma história, divulgando feitos e enaltecendo pessoas que contribuíram para a formação da cultura brasileira como também os temas imaginários e criativos, carnavalizados com criatividade e técnicas artísticas,  são maravilhosas ferramentas para as propostas de ARTE EDUCAÇÃO e CIDADANIA.

No GRES CONSULADO tive o privilégio de muitas trocas de conhecimentos e experiências sócio educativas com enredos que me possibilitaram EDUCAR COM ARTE!

Vou deixar aqui neste site vários registros de ENREDOS e SAMBAS ENREDOS que contribuíram para o aprendizado,  alegria e cidadania.

A cada registro fotográfico a recordação dos bons momentos vividos e dos resultados obtidos com a comunidade carnavalesca, com a cidade e com as ações de valorização da contribuição das Escolas de Samba  para a CULTURA POPULAR BRASILEIRA.

NÃO DEIXE O SAMBA MORRER!

SALVE O SAMBA!

EM 1991 JOÃOSINHO TRINTA VISITOU O GRES CONSULADO

MEU MESTRE JOÃO DANDO SEU AVAL PARA O PROJETO DE ARTE EDUCAÇÃO

DO GRES CONSULADO

EM 1991 JOÃOSINHO TRINTA visita a Quadra do GRES CONSULADO no Caeira do Saco dos Limõesi, agora já coberta, se emociona e nos motiva a manter o PROJETO CAEIRA após as demonstrações das crianças e jovens que em tão pouco tempo desenvolveram seus talentos com muita descontração e alegria.

Jovens que nunca tinham tocado um instrumento de percussão, meninas negras que puderam entender a importância da dança Afro, meninos e meninas todos unidos num só CORAÇÃO!

E nesse clima de muita alegria recebi uma dedicatória do JOÃO fortalecendo minha proposta de Arte-Educação.

O GRES CONSULADO se faz presente não só na comunidade mas também na mídia que só falava das Escolas de Samba no período de carnaval. E a cidade de Florianópolis também tem a oportunidade de rever conceitos sobre as Escolas de Samba como apenas um espaço de entretenimento carnavalesco para sua grandiosidade de representatividade das comunidades onde estão inseridas e sua importância sócio cultural!

VELEU JOÃO!

ENCANTANDO AS CRIANÇAS DO CAEIRA

DONA IRACI E GRAÇA CARNEIRO ABRAÇADAS PELO GÊNIO

A IMPORTÂNCIA DOS REGISTROS FOTOGRÁFICOS ALÉM DA AÇÃO COM PURA EMOÇÃO!

O FOTOGRAFO DOS DESFILES

A fotografia certamente foi uma das mais importantes invenções da humanidade.

Através dela podemos registrar momentos e trazer de volta as emoções daquele instante.

Quero destacar a contribuição do fotografo e amigo RONY COSTA para as memorias dos desfiles das Escolas de Samba de Florianópolis.

RONY, sempre presente com sua lente cujo olhar capta os movimentos, o ritmo, a alegria e a emoção de cada integrante do grande espetáculo.

“A fotografia é uma fonte histórica.”

“A imagem fotográfica permite  rever o passado e eternizar o momento com todo seu dinamismo e entusiasmo.”

Em 9 de maio de 1816, usando uma caixa de madeira, o francês Joseph Nicéphore Niepce conseguiu, pela primeira vez na história, gravar uma imagem numa folha de papel sensibilizado quimicamente.

O direito autoral ou crédito fotográfico é um crédito obrigatório que deve constar em todas as publicações.

Obrigatoriedade de se creditar o nome do autor da fotografia, conforme explicita o artigo 24 da Lei de Direitos Autorais e que diz textualmente: “Artigo 24. São direitos morais do autor (…) II — o de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado como sendo o do autor, na utilização de sua obra”.

Segundo o historiador francês Jacques Le Goff a fotografia está entre os grandes documentos para se fazer história, por consistir de provas de que algo aconteceu. O autor observa que a fotografia permite conhecer a riqueza da vida, mesmo sendo realista, porque o próprio realismo é também uma criação.

Aqui, e agora meu registro fotográfico serve para enaltecer o trabalho incansável do RONY, a cada desfile.

Trago sua imagem retratada com os devidos créditos.

VALEU RONY!

REGISTRANDO MOVIMENTOS!

VALEU RONY

CARNAVALESCO CAMPEÃO

FALA RAPHAEL SOARES!

Minha história com o GRES Consulado começou antes de chegar efetivamente nela. Tudo aconteceu após o meu encontro com “Aleixo Garcia” através da escrita do Sandro Roberto de Oliveira. Eis que o destino quis unir o enredo com a escola, e assim eu chego no Caeira do Saco dos Limões. Por isso eu sempre digo, o que me levou pra escola foi o Aleixo. E vencendo as desconfianças de algumas pessoas, vencemos aquele carnaval! E quão inesquecível pra mim, mais do que meu primeiro título no carnaval em 2005, foi ouvir da Dona Iraci que, aprendeu comigo a usar prata com dourado e juntos eles davam certo. Ganhei o carnaval naquele momento.

Mais seguro comigo mesmo e definitivamente aceito na comunidade vermelha e branca, fomos buscar o Bi campeonato nas sombras da Velha Figueira, na exaltação a Praça XV.

O Tri veio com as Vinte luas de saudades de Içá Mirim… Um marco pra mim! Ajudar o Consulado a conquistar novamente um tricampeonato. Na epopeia de Savas o tetra não veio por pouco, acho que ele ficou pela Conselheiro Mafra. Mas a estrela voltou a brilhar no ano seguinte! Foi quando Macunaíma resolveu passear por Santa Catarina e encontrar os Quilombos para descobrir que a nossa raça é única! A chamada raça do amor. Questionaram esse título, tentaram nos tirar, alguns pensam que conseguiram, mas o troféu continua no Caeira.

O clima esquentou na folia da capital. Chamamos os bombeiros pra tentar arrumar as coisas. Mas a escola ficou marcada pela polêmica anterior e começou uma certa perseguição a partir de então. Joãosinho Trinta já dizia: “O povo não gosta de quem ganha muito e nem de quem perde sempre” sempre sábio o rei do Carnaval.

Nos passos de variadas danças tentamos acertar o compasso. Mas nada mudou! A perseguição continuava. Ao fim desse desfile, e após sete carnavais consecutivos, quis tentar dançar em outros palcos. E fiquei longe por 5 anos.

Voltei quando o Consulado também retornava pra elite. Depois de uma passagem pelo grupo de Acesso. E contando a história do próprio bairro, veio também um terceiro lugar com gosto de campeonato. Quebramos o estigma! Ano seguinte realizei o sonho de homenagear o meu maior ídolo na folia. E coroamos João como rei na Nego Quirido.

Até que, na simplicidade de um personagem que buscava o sentido de ter o coração no peito, conquistamos mais uma estrela para o nosso pavilhão! “Aqui encontrei o amor na raiz. Ser Consulado me faz feliz”. E o homem de lata descobriu no samba, o motivo que faz nosso coração bater.

Eis que chegamos em 2020… Depois de falar do amor, vamos falar de luta! Luta por um país com direitos iguais entre homens e mulheres. Luta por mais educação. Luta contra todos os preconceitos… Através da história de uma professora e seus “Farrapos de ideias”. Antonieta esteve presente! Antonieta estará sempre presente conosco. E agora sempre lembrada através

de um dos sambas mais lindos da história do Consulado.

Depois do amor, depois da luta… Depois de um período de trevas no mundo. Escolhi falar da alegria no próximo Carnaval. E que melhor maneira de falar de alegria, do que falando da própria história da nossa folia. Nosso Ziriguidum será em homenagem as mais de 600 mil vidas que não terão a oportunidade de viver a alegria de mais um Carnaval.

E assim vamos seguindo. Resistindo e persistindo. Pois do outro lado do túnel tem um lugar onde os sonhos se realizam. E se transformam em fantasias.

Raphael Soares é natural de Nilópolis RJ e mora em São José SC, sua mudança para o Sul aconteceu em 2003. Começou sua trajetória no Carnaval em 1997 na Escola de Samba Mocidade São Miguel, no Guarujá em Santos SP. Em 1998 e 1999 participou do carnaval em Portugal, assinando os figurinos da Claustrofolia na Cidade de Alcobaça. Aventurou-se como compositor de Samba Enredo, concorrendo nas Escolas Águia de Ouro SP, e Beija-Flor de Nilópolis RJ. Em 2001 estreou como carnavalesco na Unidos da Coloninha em Florianópolis SC onde permaneceu por quatro carnavais. Já assinou os carnavais da Acadêmicos da Barra da Tijuca e Acadêmicos do Dendê da Ilha do Governador no Rio de Janeiro. Conquistou três títulos na Escola de Samba Protegidos de São Carlos da Cidade de Lages SC. No GRES Consulado em Florianópolis, conquistou cinco títulos. Assinou os carnavais das Escolas de Samba Vai Q’Vira de Mongaguá SP, Unidos do Praião de Santos SP, Primeira da Aclimação de São Paulo SP e Independência do Jardim Casqueiro de Cubatão SP, onde conquistou quatro títulos, e Unidos dos Morros de Santos SP. Na Escola de Samba Os Protegidos da Princesa de Florianópolis SC, conquistou dois títulos. Foi carnavalesco da Escola de Samba Príncipes do Samba de Joinville SC em 2015. Participou da equipe do carnavalesco Danilo Dantas nas Escolas de Samba Barroca Zona Sul, Dragões da Vila Alpina e Colorado do Brás. Em 2017 foi carnavalesco da Mocidade Unida da Mooca. Participa do Carnaval Virtual desde 2004, onde é o atual campeão com a Imperiais do Samba. Fora do Carnaval, Raphael Soares continua envolvido com cultura, ministrando Oficinas de Teatro e de carnaval, escrevendo textos teatrais. Já foi Jurado nos Carnavais de Sombrio SC e Cruz Alta RS. Palestrou em cursos de história e moda falando da construção de enredo e figurinos de carnaval. Em 2016, foi homenageado pela Escola de Samba Jardim das Palmeiras de São José SC em sua estreia como Escola de Samba desfilando em Florianópolis, com o enredo “Raphael Soares – O Vôo do Menino Beija-Flor”. Atualmente, além do GRES Consulado, também é carnavalesco da Unidos da Cova da Onça de Uruguaiana. E está fazendo parte da Comissão Artística da Escola de Samba Dom Bosco de Itaquera SP.

TRAJETÓRIA DE SUCESSO DO PROJETO SOCIAL CAEIRA 21

O PROJETO SOCIAL CAEIRA, idealizado pela Arte Educadora GRAÇA CARNEIRO, foi uma iniciativa do GRES CONSULADO e até o ano 2000 contou com parcerias de colaboradores e voluntários. A partir do ano 2000 passou a ser mantido pela Grupo de Trabalho Comunitário Catarinense – GTCC, uma Organização Social sem fins econômicos  integrante do Terceiro Setor. Com essa Instituição reconhecida de Utilidade Pública o PROJETO CAEIRA passou  a ter personalidade Jurídica para buscar patrocínios através de Convênios, Leis de Incentivos, parcerias com a iniciativa privada e os Títulos de reconhecimento de um Projeto de Educação e Cidadania. Nesta ocasião acrescentamos o NÚMERO 21 em homenagem a mudança de século (XXI), fortalecendo a nova fase. Juntam-se a equipe de coordenação Renata Carneiro Afonso e  Fernanda Carneiro Afonso  dando uma nova dimensão para as ações e atividades artísticas.

Renana Afonso bailarina Clássica  agrega sua formação na Opera de Viena e em muitos Festivais Nacionais,  a proposta de ensinar uma atividade erudita numa Quadra de Escola de Samba . Ação inédita em Florianópolis tendo como motivação o Projeto “Dançando  para não Dançar” da Bailarina Thereza Agiuilar  (1995)   na Escola de Samba Mangueira do RJ.

Fernanda estudante de Mídias Eletrônicas e atuando nos diversos movimentos Culturais da cidade em Parceira com o Pontão Ganesha de Cultura Digital, cria uma nova identidade para o CAEIRA 21 mudando sua logo representada por uma PIPA objeto de diversão e distração da maioria das crianças e jovens da comunidade do CAEIRA. Com o lema de que uma pipa precisa de uma mão que a guie o CAEIRA 21 formatou suas oficinas e eventos valorizando a história local, as contribuições dos vários “sotaques “ desse imenso Brasil e a Cultura Popular.

O PROJETO CAEIRA 21 não foi um projeto administrado pela Prefeitura de Florianópolis. Foi uma  iniciativa do GRES CONSULADO em parceria com o GTCC – Grupo de Trabalho Comunitário Catarinense, os quais o mantiveram financeiramente com apoios  técnicos, parceiras, Editais e Convênios.

O GTCC uma  organização não governamental de pessoas da cidade que trabalharam voluntariamente na busca de convênios, apoios e doações para sustentação financeira de parte do Projeto em parceria com a Escola de Samba Consulado já conhecida de todos.

O PROJETO CAEIRA 21 contemplava OFICINAS  DE ARTES, MÚSICA, TEATRO, DANÇA, CAPOEIRA, DESENHO, PINTURA, INFORMÁTICA e CIDADANIA.

As atividades artísticas e esportivas faziam o  complemento da Educação formal numa  proposta de desenvolvimento e crescimento das crianças e jovens do Caeira do Saco dos Limôes.

Como a maioria das crianças e jovens  passavam maior parte do seu dia  na quadra, era oferecido  lanches e uniformes para facilitar a vida das famílias que não podiam atender diariamente seus filhos por estarem trabalhando o dia todo.

Com uma equipe  composta por merendeira, monitora, 3 coordenadoras, instrutores de capoeira, da bateria mirim, de hip hop,  mais 5 professores cedidos pela Secretaria de Educação do Município, 3 estagiários do SESI.

A ELASE, o SESC, o IVA, o CDI, a ALQUIMÍDIA e a AAPE foram  instituições que apoiaram o  trabalho fazendo doações ou oferecendo seus equipamentos e espaços.

GENTE QUE FEZ!

GENTE QUE FAZ!

PROJETO CAEIRA 21

UMA TRAJETÓRIA DE SUCESSO!

No ano 2000, tendo como mantenedor o Grupo de Trabalho Comunitário Catarinense – GTCC uma Organização social do Terceiro Setor o PROJETO CAEIRA mudou sua logo marca e acrescentou o 21 em homenagem ao novo Século. Foram anos de muitas realizações, prêmios, apresentações artística Eventos de valorização da contribuição AFRO ( mais de 17 KIZOMBAS) participação na ECO 92 representando Santa Catarina, Rio + 20 entre outras de significado Educacional e de Cidadania.

Em 2012 uma Ação do Ministério Público movida por Seis famílias do entorno da Quadra de Eventos, usa a Lei do Silêncio para proibir os Ensaios do GRES CONSULADO e as Oficinas de Capoeira, Bateria Mirim e Futebol usando os ‘DECIBÉIS” como argumento para aplicar a Lei de Pertubação do Sossego. Numa Quadra  totalmente reformada com Cobertura, salas de dança, de artes e de Educação continuada e adequada as práticas esportivas, atendendo 200 alunos no contra turno escolar em parceria com o Colégio Getúlio Vargas, único na comunidade, como também único Ponto de Cultura do Bairro, calam-se os tambores, os risos e gritos das brincadeiras e a VOZ de pais e familiares!

Minha trajetória como ARTE-EDUCADORA, coordenando o PROJETO SOCIAL  CAEIRA 21, do GRES CONSULADO  foi reconhecida e homenageada pelos Poderes Legislátivo Municipal e Estadual de Florianópolis-Santa Catarina, honrando-me com o TITULO DE CIDADÃ HONORÁRIA, Medalhas ZUMBI DOS PALMARES e CRUZ E SOUZA da Câmara dos Vereadores e orgulhosamente com a MEDALHA ANTONIETA DE BARROS da Assembleia Legislativa de SC.

No ano de 2020 recebi a homenagem da minha Escola de Samba GRES CONSULADO com o carinhoso e emocionante  convite do Carnavalesco RAPHAEL SOARES, autor do Enredo “LUTE COMO ANTONIETA” para desfilar com outros homenageados de magníficos currículos de lideranças e de destaque Social. VALEU RAPHA! VALEU AMIGOS! VALEU CONSULADO! VALEU ANTONIETA!

CRÉDITO FOTOS DO DESFILE RONY COSTA